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Participação do professor Luiz Antônio Simas no "Sportv Repórter"

De Pelé a Ronaldinho Gaúcho, a lista de supercraques do nosso futebol é repleta de negros, mulatos e pardos. Agora, quantos dirigentes mestiços ou afrodescendentes estão à frente dos grandes times? Por que os atletas negros quase nunca conseguem seguir carreira no esporte, tornando-se técnicos ou ocupando posições de comando na sua modalidade esportiva? Para tentar elucidar as razões da ‘supremacia branca’ no esporte mundial, o Sport TV levou ao ar, no dia 29 de novembro de 2008, um especial sobre o tema.

O professor de História do pH, Luiz Antônio Simas, comentou a questão para o programa, alertando para a raiz colonial de tal ‘fenômeno’. Especificamente no caso do Brasil, o processo que levou à abolição do sistema escravocrata prescindiu de um projeto que inserisse os ex-escravos na sociedade. Essa parcela da população, ao ser libertada, não teve meios de acesso ao trabalho formal. Por ter sido sempre associado às atividades braçais, ao esforço e à aptidão corporais, o negro encontrou no esporte a melhor – até mesmo a única – via de inserção na sociedade. “Se repararmos bem, o futebol brasileiro é extremamente marcado por nossa herança africana. Nenhum time europeu tem nossa forma de jogar. A ginga, a malandragem, a influência da capoeira estão diretamente ligadas à cultura da África.”, explica o professor Simas. Por tudo isso, embora tenha começado como uma prática restrita à elite branca, o futebol acabou se tornando uma arena para o brilho de atletas negros ou mestiços. Entretanto, para ocupar uma função mais estratégica, política ou de liderança, o que requer maior capacidade intelectual, negros não estariam plenamente habilitados.

Desta forma, o programa alerta para a ilusão de que, ao menos em território esportivo, é possível falar em igualdade e democracia. Astros do basquete americano recebem salários faraônicos, independente da cor. Mas, geralmente, o que se constata são negros sendo comandados, vendidos, negociados por dirigentes... brancos. Seriam tais atletas “escravos de US$ 40 milhões”? Para responder a essa e outras perguntas sobre o tema, assista ao vídeo abaixo e confira a participação do professor Simas no Sport TV.

 


       
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